Perfis divulgadores de informação falsa são oficiais e têm contas verificadas

Por Erica Abe*

Um estudo instigante publicado pela revista Big Data & Society mostra que a disseminação do novo coronavírus no mundo está relacionada à propagação de informações erradas, também conhecida como Infodemia Covid-19. A análise contempla 53 milhões de tweets e retweets postados por 12 milhões de usuários entre janeiro e outubro de 2020; e 37 milhões de posts públicos em 140 mil páginas e grupos no Facebook, todos nos Estados Unidos.

São vários apontamentos que merecem atenção. Um deles mostra que os principais publicadores de informações de baixa credibilidade possuem muitos seguidores, são oficiais e contas verificadas – e não robôs (também chamados de bots). São os “super espalhadores”: perfis dedicados a difundir desinformação de forma coordenada nas redes.

Outro destaque é a visualização de conteúdo conforme a credibilidade nas duas plataformas: ao longo do tempo, cresce o volume de informações de maior credibilidade no Twitter (linha contínua) e o contrário acontece no Facebook (linha tracejada).

São vários apontamentos que merecem atenção. Um deles mostra que os principais publicadores de informações de baixa credibilidade possuem muitos seguidores, são oficiais e contas verificadas – e não robôs (também chamados de bots). São os “super espalhadores”: perfis dedicados a difundir desinformação de forma coordenada nas redes.

Outro destaque é a visualização de conteúdo conforme a credibilidade nas duas plataformas: ao longo do tempo, cresce o volume de informações de maior credibilidade no Twitter (linha contínua) e o contrário acontece no Facebook (linha tracejada).

Mas não se desespere, caro leitor. Se para enfrentar a pandemia de covid-19 é preciso esperar o desenvolvimento da ciência e a logística de distribuição, para combater a infodemia basta uma coisa: checagem de informação. E isso pode ser feito por qualquer pessoa, inclusive você.

*Érica Abe é diretora de Estratégia Digital da FSB Comunicação